Hotelier News
Notícia publicada quinta-feira, 1 de abril de 2010 - 13h58
Por Gilberto Simioni*
Por que não dá certo? Não conheço sistema que funcione, mas sim pessoas que os fazem funcionar. Não somos administradores de empresas, mas de talentos. Somos todos semelhantes, mas não iguais. Somos brancos, amarelos, negros, seja lá o que for, mas da raça humana, com todos os direitos e obrigações da Constituição Brasileira e das Leis Divinas, que ai estão. Fazemos parte do todo e de tudo.
Qual seu perfil? Só traz problemas à chefia, gerência, empresa? Então faz parte do problema.
Ou faz parte da solução? Com quem trabalho? Empregado. Só tem um emprego e está preocupado com a tarefa e a presença do chefe, gerente, diretor, patrão e não com o cliente, causa primordial de sua existência na empresa. Só quer agradar os superiores hierárquicos e não a si e ao cliente.
Funcionário. Funciona com o chefe, gerente, diretor, patrão por perto. Preocupado com a tarefa, horário, direitos, e não com o cliente e sequer com a empresa.
Colaborador. Colabora com todos e por consequência faz parte do sucesso da empresa. Preocupado com o todo e não com o individual. O cliente está acima de qualquer tarefa, que pode fazer depois. Seu foco é o sucesso da empresa e dele, por consequência. É quase um sócio. Pensa como o patrão. É o tipo que trabalha com um salário baixo (mínimo garantido) e participação nas vendas e lucro bruto operacional. Não trabalha só pelo salário, mas pela satisfação de ter um trabalho, produzir, ser útil à sociedade, fazer as pessoas a sua frente felizes, ajudando-as a resolver seus problemas e em troca recebendo um pagamento pela empresa e pelo hollerith.
Qualidade. Começa comigo, depende de mim e não de quem está à frente do processo. Se um dos elos errar, a corrente ficará fraca e arrebentará lá na frente, prejudicando os negócios e as pessoas que dele participam.
Gestos. Não adianta gastar milhões em propaganda em jornais, rádios, TV, mídia eletrônica, se seu funcionário foi domesticado e não treinado e cobrado ombro a ombro, pelo exemplo e não pelo discurso. Se ao chegar o cliente ele esta lá fora fumando; mascando chicletes ou comendo e bebendo a sua frente; atendendo seu celular particular; olhando no computador e não em seus olhos (geralmente no twitter ou MSN); falando mal de alguém ao colega do lado enquanto você, cliente, espera; dizendo coisas negativas (infelizmente, não vai dar, as regras não permitem, o senhor precisa estar sendo ir atendido em outra loja) falando no gerúndio; olhar no relógio quando você entra, faltando meia hora para encerrar o expediente ou perto da hora de almoço.
Faça com que seus colaboradores estudem teatro, pois assim saberão: - Se colocar no ambiente e em seu lugar - Falar na hora certa, calar quando preciso - Ler e ficar mais culto - Se vestir e se portar de acordo com a ocasião - Ter disciplina
Turn over. Colaborador não troca de emprego, mas de chefe. Cuidado. Se o chefe ou gerente é chegado a dispensar os colaboradores, ele é o maior incompetente, pois não soube selecionar, avaliar, admitir, acompanhar, treinar, cobrar, liderar. Na guerra os partizans matavam os sargentos, que eram chefes de seção nos Estados Unidos. Com uma bala paravam um batalhão. Melhor dispensar e trocar um chefe ou gerente incompetente, que fala mal de sua equipe, do que mandar dez colaboradores embora. Ninguém é insubstituível.
Trabalho em equipe. Coloque banners em sua empresa: Eu não. Nós. Incentive o trabalho de equipe e neutralize os lobos solitários, que só eles tem razão, sabem fazer, sabem tudo. Chega de trabalhar com estrelas caras, que fazem um gol de letra, mas não ganham campeonatos. A equipe unida sempre vence e supera os obstáculos. Moro frente ao Rio Paraíba, e toda tarde ao anoitecer bandos de garças brancas passam voando em bando. Sempre se revezando à frente para abrir ar e caminho para as outras, melhorar a aerodinâmica, atrasando o voo quando uma está com problemas. Nunca vi nenhuma cair morta no meio do caminho ou despencar. Se fosse uma super garça, solitária, a estrela das garças, jamais conseguiria chegar sozinha ao seu objetivo, pois teria que abrir caminho, voar, fazer tudo sozinha.
Agindo você lidera. Nos cursos de Liderança que ministro todos perguntam o que fazer para liderar. Simplesmente agir. Num grupo, quando há um problema, poucos tomam a frente (líderes). Os demais (liderados), ficam esperando o que vai acontecer, receber ordens, ter objetivos. Lembrar que existem chefes e gerentes de direito (os que têm assinado no contrato) e de fato (os que agem mesmo sem mandato por escrito, mas por dever).
O ideal é que o chefe, gerente, seja um líder de fato e de direito. Tão importante quanto o treinamento é a cobrança por parte do gerente, diretor, minuto a minuto, não fazendo discursos, mas respeitando as pessoas e personalidades, liderando pelo exemplo e não pelo discurso ou gritaria.
Por essa razão é importante que a gerência e diretoria tomem conhecimento do conteúdo do treinamento, assistindo, mas não participando das discussões e trabalhos de grupo para não contaminar as respostas.
Enfim, para mudar de resultados, além da conscientização, é preciso parar de domesticar seus funcionários e começar a ministrar treinamento a seus colaboradores.
*Gilberto Simioni é administrador e consultor hoteleiro.
Contato consultoriasimioni@yahoo.com.br 12 3125-2644 12 9602-4738 11 9731-4428
Notícia publicada quinta-feira, 1 de abril de 2010 - 13h58
Por Gilberto Simioni*
Por que não dá certo? Não conheço sistema que funcione, mas sim pessoas que os fazem funcionar. Não somos administradores de empresas, mas de talentos. Somos todos semelhantes, mas não iguais. Somos brancos, amarelos, negros, seja lá o que for, mas da raça humana, com todos os direitos e obrigações da Constituição Brasileira e das Leis Divinas, que ai estão. Fazemos parte do todo e de tudo.
Qual seu perfil? Só traz problemas à chefia, gerência, empresa? Então faz parte do problema.
Ou faz parte da solução? Com quem trabalho? Empregado. Só tem um emprego e está preocupado com a tarefa e a presença do chefe, gerente, diretor, patrão e não com o cliente, causa primordial de sua existência na empresa. Só quer agradar os superiores hierárquicos e não a si e ao cliente.
Funcionário. Funciona com o chefe, gerente, diretor, patrão por perto. Preocupado com a tarefa, horário, direitos, e não com o cliente e sequer com a empresa.
Colaborador. Colabora com todos e por consequência faz parte do sucesso da empresa. Preocupado com o todo e não com o individual. O cliente está acima de qualquer tarefa, que pode fazer depois. Seu foco é o sucesso da empresa e dele, por consequência. É quase um sócio. Pensa como o patrão. É o tipo que trabalha com um salário baixo (mínimo garantido) e participação nas vendas e lucro bruto operacional. Não trabalha só pelo salário, mas pela satisfação de ter um trabalho, produzir, ser útil à sociedade, fazer as pessoas a sua frente felizes, ajudando-as a resolver seus problemas e em troca recebendo um pagamento pela empresa e pelo hollerith.
Qualidade. Começa comigo, depende de mim e não de quem está à frente do processo. Se um dos elos errar, a corrente ficará fraca e arrebentará lá na frente, prejudicando os negócios e as pessoas que dele participam.
Gestos. Não adianta gastar milhões em propaganda em jornais, rádios, TV, mídia eletrônica, se seu funcionário foi domesticado e não treinado e cobrado ombro a ombro, pelo exemplo e não pelo discurso. Se ao chegar o cliente ele esta lá fora fumando; mascando chicletes ou comendo e bebendo a sua frente; atendendo seu celular particular; olhando no computador e não em seus olhos (geralmente no twitter ou MSN); falando mal de alguém ao colega do lado enquanto você, cliente, espera; dizendo coisas negativas (infelizmente, não vai dar, as regras não permitem, o senhor precisa estar sendo ir atendido em outra loja) falando no gerúndio; olhar no relógio quando você entra, faltando meia hora para encerrar o expediente ou perto da hora de almoço.
Faça com que seus colaboradores estudem teatro, pois assim saberão: - Se colocar no ambiente e em seu lugar - Falar na hora certa, calar quando preciso - Ler e ficar mais culto - Se vestir e se portar de acordo com a ocasião - Ter disciplina
Turn over. Colaborador não troca de emprego, mas de chefe. Cuidado. Se o chefe ou gerente é chegado a dispensar os colaboradores, ele é o maior incompetente, pois não soube selecionar, avaliar, admitir, acompanhar, treinar, cobrar, liderar. Na guerra os partizans matavam os sargentos, que eram chefes de seção nos Estados Unidos. Com uma bala paravam um batalhão. Melhor dispensar e trocar um chefe ou gerente incompetente, que fala mal de sua equipe, do que mandar dez colaboradores embora. Ninguém é insubstituível.
Trabalho em equipe. Coloque banners em sua empresa: Eu não. Nós. Incentive o trabalho de equipe e neutralize os lobos solitários, que só eles tem razão, sabem fazer, sabem tudo. Chega de trabalhar com estrelas caras, que fazem um gol de letra, mas não ganham campeonatos. A equipe unida sempre vence e supera os obstáculos. Moro frente ao Rio Paraíba, e toda tarde ao anoitecer bandos de garças brancas passam voando em bando. Sempre se revezando à frente para abrir ar e caminho para as outras, melhorar a aerodinâmica, atrasando o voo quando uma está com problemas. Nunca vi nenhuma cair morta no meio do caminho ou despencar. Se fosse uma super garça, solitária, a estrela das garças, jamais conseguiria chegar sozinha ao seu objetivo, pois teria que abrir caminho, voar, fazer tudo sozinha.
Agindo você lidera. Nos cursos de Liderança que ministro todos perguntam o que fazer para liderar. Simplesmente agir. Num grupo, quando há um problema, poucos tomam a frente (líderes). Os demais (liderados), ficam esperando o que vai acontecer, receber ordens, ter objetivos. Lembrar que existem chefes e gerentes de direito (os que têm assinado no contrato) e de fato (os que agem mesmo sem mandato por escrito, mas por dever).
O ideal é que o chefe, gerente, seja um líder de fato e de direito. Tão importante quanto o treinamento é a cobrança por parte do gerente, diretor, minuto a minuto, não fazendo discursos, mas respeitando as pessoas e personalidades, liderando pelo exemplo e não pelo discurso ou gritaria.
Por essa razão é importante que a gerência e diretoria tomem conhecimento do conteúdo do treinamento, assistindo, mas não participando das discussões e trabalhos de grupo para não contaminar as respostas.
Enfim, para mudar de resultados, além da conscientização, é preciso parar de domesticar seus funcionários e começar a ministrar treinamento a seus colaboradores.
*Gilberto Simioni é administrador e consultor hoteleiro.
Contato consultoriasimioni@yahoo.com.br 12 3125-2644 12 9602-4738 11 9731-4428
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